Graal RJ

>Portos Azuis (Parte 1)

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Portos Azuis: o Velho e o Novo

Mesmo que dobrassem o horizonte do mundo, qualquer navio veria seus faróis. Caravelas, brigues ou simples botes pesqueiros poderiam seguir aquela luz que brilhava na escuridão como um sol até chegar a uma terra de glórias e esplendores que jamais se verá novamente. Um enorme império, repleto de torres brancas que se lançavam ao céu, com estradas imensas que cortavam as vastidões de ponta a ponta e exércitos dourados, formados por intermináveis fileiras de homens dispostos a lutar até a última consequência por seu país.

Hoje em dia, a luz se extinguiu na consciência dos faróis, e o passado no coração dos homens. A última torre que desafia o céu e o tempo agora é povoada pela aura maligna de uma criatura ancestral que carrega, entre os dentes, o sangue daqueles que em outra época fizeram do castelo sua morada. E o único lugar onde o glorioso reino permanece intacto é nos sonhos dos grandes reis, que trazem no peito ambições de marcar a história com um império tão imponente quanto foi um dia aquele dos imensos faróis.

Essa terra se chama Portos Azuis. E mesmo que só restem as migalhas do que um dia foi, ainda merece ser descrita.

Visão Geral:



Os Fortes:

As cidades fortificadas são uma das principais marcas de Portos Azuis. Mesmo após a Revolta dos Bárbaros ter varrido os maiores castelos e fortes do reino, restaram ainda um bom número de fortificações menores espalhadas por toda terra. Nos primeiros anos depois da queda do império, essas cidades eram governadas por uma baixa nobreza inculta: covarde demais para morrer protegendo seus senhores, estúpida demais para ser perseguida pelos invasores. Essa classe, no geral, teve que cuidar de seus domínios com mão-de-ferro para não ver as sobras de poder que lhes restavam se perderem em manifestações e revoltas do povo que viu seu amado império ruir.

A queda de um reino tão poderoso quanto o de Portos Azuis deixa mais vestígios do que se possa imaginar. Coisas inomináveis rastejam para fora de prisões seculares, monstros esquecidos retornam para lares antigos não mais vigiados por exércitos, e milhares de segredos se espalham por toda parte. Assim, algumas dessas cidades vivenciaram coisas estranhas. Rumores dizem que, em certas regiões, criaturas fantásticas assassinaram os nobres que governavam as cidades e tomaram o poder, transformando esses locais em cenários monstruosos, reflexos de suas psiques distorcidas. Outros boatos falam de aventureiros vindos de vários cantos do mundo, portando armas fantásticas encontradas nas ruínas de Portos Azuis, com força e coragem suficiente para destronar até o mais forte entre os senhores dessas fortalezas. Se tem registro, também, de mais de um nobre deposto por um comerciante especialmente sagaz, mais apto a lidar com as demandas burocráticas da cidade e influente o suficiente para corromper as pessoas certas em um golpe de Estado. Há relatos de loucos, magias, monstros, intrigas e coisas ainda piores, mas, mesmo assim, a maior parte dessas fortalezas continua a ser comandada por nobres egoístas e belicosos que regem seus cidadãos através do medo e da ignorância.

André “O Espantalho”

Créditos ao grande amigo Lucas “Beour, Beoul, Berou, Beourl…” o Beraldo =.=

2 Responses

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  1. Ciello
    Ciello 25 de março de 2010 at 20:25 |

    >AAAAAAH!!! AGOOOORA SIM !!!!

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  2. Madmartigan
    Madmartigan 26 de março de 2010 at 12:58 |

    >Nossa, muito bom mesmo espantalho. Ficou irado! Foi vc que escreveu? Nuss… Muito Bom!!!! O.O

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